Tarefa multidisciplinar: como tratar transtornos alimentares?

Os conhecidos transtornos alimentares como anorexia e bulimia são um assunto delicado e, por isso, precisam ser tratados de maneira multidisciplinar: não apenas com acompanhamento nutricional, mas também com o auxílio de um psicólogo.

Estes transtornos são um problema até no que diz respeito à estatística. Dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN), do Ministério da Saúde, de 2009, apontam que o sobrepeso atinge 13% da população adolescente de 10 a 19 anos, mas que não há mensuração nacional para anorexia e bulimia, por exemplo, já que há subnotificação, ou seja, as pessoas não acreditam ou querem esconder que têm a doença. Existem, porém, estimativas de que 0,5 a 1% da população tenha anorexia e de 1 a 4%, bulimia.

Na tentativa de alcançar um peso ideal, mulheres e meninas são quem mais apresentam estes transtornos. Mas, afinal, o que são essas doenças?

A anorexia nervosa é caracterizada pela perda de peso intensa causada por dieta extremamente rígida, busca constante pela magreza, medo mórbido de engordar e distorção da imagem corporal, ou seja, a pessoa tem a percepção de estar gorda ou com formas aumentadas. Para isso, são utilizadas estratégias como dietas, jejum prolongado ou atividade física exagerada. Já a bulimia nervosa é um transtorno alimentar caracterizado por grande e rápido consumo de alimentos, marcado por sensação de perda do controle. Ao sentir-se culpado, o indivíduo faz uso de métodos compensatórios, como vômitos ou remédios, para controlar o peso.

Por serem transtornos complexos, o acompanhamento nutricional junto ao apoio profissional da área de psicologia é fundamental para esses pacientes. Este tratamento conjunto permite que seja feita, gradativamente, a reintrodução de alimentos e calorias na dieta diária, fazendo com que o paciente recupere micronutrientes como vitaminas e minerais, além de reconquistar a autoestima e o ânimo para aproveitar a vida!

Por Dra. Cátia Medeiros