Fitoterápicos: principais cuidados ao tomá-los

Apesar dos benefícios que alguns fitoterápicos podem trazer, é preciso alertar também para os riscos: é muito comum algumas pessoas aceitarem sugestões de produtos que um parente, amigo ou vizinho tomou e deu super certo. Entretanto, os efeitos dos fitoterápicos variam de acordo com o organismo de cada pessoa, que, via de regra, tem um histórico médico particular. Por isso, apenas profissionais qualificados e que poderão acompanhar com atenção seus pacientes podem prescrevê-los.

Como foi dito, os fitoterápicos precisam seguir critérios da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que demonstrem qualidade, segurança e eficiência. É também esta agência que regulamenta quem pode descrever cada tipo de produto: cada área profissional possui uma relação de produtos de sua competência. Alguns princípios são prescritos por nutricionistas e outros somente pela classe médica, já que existe uma determinação específica relacionando cada princípio ativo.

Este cuidado existe, pois, se utilizadas de forma indiscriminada, as substâncias podem sim fazer mal à saúde. Para uma utilização segura é preciso buscar informação com profissionais qualificados, informar médico ou nutricionista de qualquer alteração durante a utilização do fitoterápico, além de tomar outros cuidados como adquirir o fitoterápico em farmácias autorizadas pela vigilância sanitária e seguir corretamente as prescrições de uso, por exemplo.

Caso o paciente faça consumo de outros medicamentos, os profissionais que o orientam devem ser avisados. Mas, em geral, os fitoterápicos possuem compostos químicos que podem interagir com outros medicamentos. Sempre é preciso ter cuidado ao associar medicamentos ou medicamentos com plantas medicinais, o que pode promover a diminuição dos efeitos ou provocar reações indesejadas.

A Ginco (Ginkgobiloba), por exemplo, junto a anticoagulantes ou antiplaquetários pode aumentar o risco de complicações hemorrágicas. Junto a anti-hipertensivo, tais como cefaléia, rubor e edema de tornozelo, pode reduzir a eficácia dos anticonvulsivantes, entre outros.

O uso de Hipérico (Hypericumperforatum) junto a anticoncepcionais pode levar à gravidez, além de não terem boa interação com anti-hipertensivos e hipoglicemiantes, por exemplo.

É muito importante observar as informações contidas nas bulas dos medicamentos e também sempre informar ao profissional de saúde sobre o uso de medicamentos, para que ele possa avaliar possíveis interações negativas.

 

Por Dra. Cátia Medeiros